Saiba tudo sobre o guaimbê (Philodendron bipinnatifidum), uma planta tropical de folhagem escultural, ideal para ambientes sombreados.
Para cuidar adequadamente de uma determinada planta, primeiro devemos conhecer suas características, demandas, preferências e a capacidade de adaptação ao local onde queremos colocá-la.
Lista de conteúdos
Identificação e origem do guaimbê
O Philodendron bipinnatifidum, nome botânico do popular guaimbê, é uma planta tropical robusta e ornamental, muito apreciada por sua folhagem exuberante e arquitetura escultural. Pertencente à família Araceae é nativo de regiões tropicais e subtropicais da América do Sul, frequentemente encontrado no Brasil, principalmente no Sudeste.
Diferença entre o guaimbê e a costela-de-adão
Embora pertençam à mesma família botânica, tenham aspecto muito semelhante – folhas grandes e volumosas – e sejam pouco exigentes quanto aos cuidados, estas duas espécies de philodendron têm diferenças marcantes no formato das folhas.
guaimbê – não apresenta furos e as folhas são rasgadas
costela-de-adão – à medida que cresce, apresenta furos ao longo da nervura central da folha e tem as folhas recortadas


À esquerda – o guaimbê tem as bordas rasgadas por completo, sem “buracos”
À direita – a costela-de-adão tem recortes em forma de furos
Curiosidade sobre o guaimbê
Muitas vezes, as pessoas não conseguem identificar o guaimbê quando ainda é uma mudinha. Conhecendo apenas a versão adulta do guaimbê, com folhas super recortadas, não dá pra supor que, quando ainda novinha, a muda exiba folhas inteiras sem rasgos ou recortes. É curioso como, durante seu desenvolvimento, as folhas vão se transformando. Transformações, aliás, que dão à planta um ar exótico belíssimo!

GUAMIMBÊ – quando ainda uma mudinha
Características do guaimbê
- As folhas
A característica mais marcante do Philodendron bipinnatifidum se atribui às suas folhas grandes, profundamente lobadas (tem a parte plana da folha dividida em lóbulos ou projeções arredondadas) e brilhantes, de coloração verde-escura. Essas folhas podem atingir até 90 cm de comprimento e se desenvolvem em hastes longas e fortes que partem de um caule central lenhoso (rígido e de porte avantajado).

- Hábito
Em seu habitat natural, pode apresentar comportamento hemiepífita. As hemiepífitas têm um modo curioso de crescimento: ou germinam no alto das árvores e lançam suas raízes para o solo ou germinam no solo e sobem pelas árvores, apoiadas no seu tronco. Podem permanecer conectadas ao solo ou perder essa conexão ao longo do tempo.
- Porte
O porte do Philodendron bipinnatifidum pode variar dependendo das condições de cultivo. Em seu ambiente nativo, pode atingir de 2 a 4,5 metros de altura, com um caule de até 15 cm de diâmetro em plantas mais antigas. Quando cultivado em vasos ou em jardins, geralmente atinge tamanhos menores, ficando entre 1,5 a 2,5 metros de altura, mas ainda assim apresentando um volume considerável com suas folhas grandes e espalhadas.
Seu crescimento é lento, por isso, se a intenção é alcançar um volume considerável, melhor é adquiri-lo já crescido.
Guaimbê – como cuidar
- Luminosidade
O primeiro cuidado ao escolher o guaimbê para um jardim é conhecer as condições de iluminação.
O guaimbê é uma planta que gosta de muita luminosidade, mas prefere ficar longe do sol forte, o que pode queimar suas folhas. No entanto, essa espécie consegue se adaptar ao sol, desde que sua exposição a ele seja introduzida aos poucos. Isso quer dizer que essa adaptação deve ser feita antes do plantio definitivo, para que a exposição ao sol seja feita aos poucos.
Por ser uma planta de meia sombra, sua permanência em espaços interiores é possível e bem vinda. Mas é interessante que seja alocada em lugar onde tenha muita luminosidade. Em ambientes internos, colocá-la próxima a uma janela com luz filtrada é o ideal.
- Espaço
Um dos requisitos para optar por esta planta é ter certeza que haverá espaço suficiente para que ela se espalhe. Suas folhas são bem grandes e ela se expande com muita facilidade. Se o espaço for pequeno prefira uma planta menos volumosa.
- Solo
Esta planta requer um solo rico em matéria orgânica, bem drenável e levemente ácido a neutro. Para uma mistura ideal utilize terra vegetal + composto orgânico +areia grossa, permitindo aeração. Para vasos a receita pode ser a mesma, não esquecendo de colocar argila expandida no fundo do vaso para obter uma boa drenagem.
- Rega
Necessita de regas regulares para manter o solo consistentemente úmido, mas não encharcado. Evite o excesso de água para prevenir o apodrecimento das raízes. Deixe a camada superficial do solo secar levemente entre as regas. A umidade do ar também é benéfica, podendo ser aumentada ao borrifar as folhas.
- Temperatura e Umidade
Adapta-se bem a temperaturas médias a quentes, idealmente entre 20°C e 30°C. É sensível a geadas e temperaturas muito baixas. Gosta de alta umidade, o que reflete seu ambiente de origem tropical.
- Fertilização
O guaimbê beneficia-se de fertilização em aplicações mensais durante a primavera e o verão, que pode ser o Bokashi aplicado à lanço, quando em gramados e áreas externas ou em punhados em vasos, sempre seguindo as orientações da embalagem. Reduzir a frequência no outono e inverno.
Utilização no paisagismo
O Philodendron bipinnatifidum é uma excelente escolha para jardins tropicais e subtropicais, ou mesmo para adicionar um toque tropical em outros estilos de paisagismo. Sua folhagem grande e escultural cria um ponto focal dramático e adiciona textura ao jardim. Pode ser utilizado de diversas formas:
- O guaimbê como planta destaque
Isolado no gramado ou em canteiros para valorizar sua forma e folhagem.

Guaimbê como ponto focal do paisagismo

- Com outras espécies
Plantado em maciços para criar um efeito de volume e exuberância.

- Em vasos
Ideal para decorar varandas, pátios e áreas internas bem iluminadas.



Seja em que contexto o guaimbê esteja inserido, ele sempre trará beleza e exuberância. Esta folhagem tropical confere elegância a espaços internos e externos. Aproveite sua versatilidade!